MATO GROSSO

Secretário alerta para falta de leitos da Covid-19 na rede estadual de saúde

“Em menos de 15 dias, dobramos o número de casos e em poucas semanas estamos exaurindo a capacidade de leitos. As autoridades municipais precisam adotar medidas mais restritivas”, afirma o gestor.


Por Carlos Celestino e Ana Lazarini | Secom/

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Secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo (Foto: Christiano Antonucci)

O acelerado crescimento no número de casos da Covid-19 em Mato Grosso fez a taxa de ocupação dos Hospitais Estaduais crescer abruptamente nos últimos dias. O Boletim Informativo de segunda-feira (08.06) registrou 4.243 pessoas infectadas e 126 óbitos em decorrência da doença.


Diante dos dados negativos, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, alertou em entrevista coletiva virtual nesta terça-feira (09) que podem faltar leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para pacientes com quadro grave da doença. “Em média, crescemos 5% ao dia, em poucas semanas estamos quase exaurindo os leitos de UTI. Não haverá leitos suficientes de UTI para atender a todos”, disse o secretário.


O rápido crescimento no número de casos também está relacionado ao comportamento da sociedade e ao retorno de parte das atividades econômicas no Estado, o que permitiu a reabertura de estabelecimentos de diversos seguimentos. Com isso, subiu o número de pessoas que circulam no comércio e demais espaços públicos e consequentemente aumentou o contato físico entre as pessoas.


"Pode acontecer de hoje mesmo não termos nenhum leito mais à disposição no Hospital Metropolitano ou nos de Cuiabá, porque não para de chegar gente infectada. E mesmo assim, tem gente fazendo festa, andando na rua, visitando amigos. Estamos em uma situação muito ruim. Se você quer correr o risco, você será um paciente que não vai ter respirador a seu favor. Daqui a pouco, só teremos leitos de enfermaria e com pacientes morrendo sem respiradores. Não temos UTI e nem respiradores para todo mundo", ponderou o secretário.


Outra situação destacada pelo gestor foi a falta de empenho de gestores municipais que não realizaram a preparação das suas unidades de saúde para contribuir com os esforços que o Governo.


"Os grandes municípios de Mato Grosso não criaram leitos de UTI e aí não tem solução máxima neste campo. E eu vou deixando claro que o Governo já publicou portaria para contratar leitos de UTI em hospitais particulares e filantrópicos. Estamos buscando alternativas, a questão é que vários hospitais não têm estrutura física e nem profissional habilitado para trabalhar nisso. Fazer a nossa parte, nós estamos fazendo. Faça você também a sua. Fique em casa, não facilite", concluiu Gilberto Figueiredo.


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